Dor. Automaticamente quando falamos isso pensamos em algo negativo, não é mesmo?
Eu acho errado. Gosto de algumas dores. Não sou sadomasoquista, nada disso, mas e quando a dor é boa?
Por exemplo: Gostar de doer. Não há nada mais gostoso na vida do que gostar de algo ou de alguém de doer. A primeira vez que disse isso foi para a minha mãe: "Eu te amo de doer". E ela achou lindo, e disse que era exatamente o que ela sentia. Dor de tanto amar alguém.
As pessoas tem medo da dor, se protegem demais. Me incluo nesse as "pessoas", mas não deixo de achar errado. Me permito ser hipócrita quando escrevo para me avaliar depois, quando fingir que não fui eu que escrevi e tentar me encaixar em tudo que escrevem por aí.´
O que deveríamos temer mesmo é a não-dor, o não sentir nada. Sabe? Não consigo imaginar pior situação que a não-situação. Você queria um beijo, mas implora por um soco se for necessário, e não recebe nada. Você grita, esperneia, pede, chora, e nada. Nada, nada, nada. É, definitivamente nada é pior.
A única boa parte do nada, é que ele te obriga a sair de perdo do quase. Esse quase que a gente aceita por medo de ter nada, esperando ter tudo.
Será que sou só eu? Ou somos todos desesperados pra sentir tudo, nos livrarmos do nada, e amar até doer?
Nenhum comentário:
Postar um comentário