quinta-feira, 31 de março de 2011

Fórmula para ser feliz.

Eu, às vezes, queria entender a inconstância da felicidade. Desde o início dos tempos esse é o tema mais abordado e acredito que nunca sairá de moda ou será menos questionado, seja ele publicado ou não.
O que realmente me irrita é não conseguir controlar a felicidade, não saber seu cheiro, seu gosto, cor, textura, peso. Ela vem e vai num piscar de olhos. Algumas vezes temos um motivo real, outras nem sabemos o porque. A tristeza é mais fácil, a gente consegue saber exatamente o que causa ela, onde encontrar o que nos falta ou sobra. Porém, uma vez que resolvemos a equação exata da tristeza, ainda assim não estamos felizes. Acho que aí que está a chave: estar feliz X ser feliz. Se não conseguimos definir felicidade, o que nos garante nos sabermos felizes?
A única coisa que eu consigo próxima de explicitação é: fazer tudo com amor para viver uma vida com menos arrependimentos. Parece abstrato mas é bem simples: desde a hora que você levanta até a hora que vai dormir, existem tantos eventos para se colocar paixão que não dá pra contar nos dedos. Pensa no pão francês quentinho com a manteiga derretendo, ou no banho do final do dia, a água massageando lentamente a pele e levando o cansaço embora. As pessoas que você conhece, as que você não conhece, uma roupa bonita, sua música no rádio. Uma nova música no rádio. É deixar o amor vir na sua forma mais pura. Há que amar gente, amar planta, amar sons, amar sensações, amar muuuito. E cada um sente amor da sua maneira e está mais que certo.
Por uma vida sem arrependimentos: ame.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ai como dói.

Dor. Automaticamente quando falamos isso pensamos em algo negativo, não é mesmo?
Eu acho errado. Gosto de algumas dores. Não sou sadomasoquista, nada disso, mas e quando a dor é boa?
Por exemplo: Gostar de doer. Não há nada mais gostoso na vida do que gostar de algo ou de alguém de doer. A primeira vez que disse isso foi para a minha mãe: "Eu te amo de doer". E ela achou lindo, e disse que era exatamente o que ela sentia. Dor de tanto amar alguém.
As pessoas tem medo da dor, se protegem demais. Me incluo nesse as "pessoas", mas não deixo de achar errado. Me permito ser hipócrita quando escrevo para me avaliar depois, quando fingir que não fui eu que escrevi e tentar me encaixar em tudo que escrevem por aí.´
O que deveríamos temer mesmo é a não-dor, o não sentir nada. Sabe? Não consigo imaginar pior situação que a não-situação. Você queria um beijo, mas implora por um soco se for necessário, e não recebe nada. Você grita, esperneia, pede, chora, e nada. Nada, nada, nada. É, definitivamente nada é pior.
A única boa parte do nada, é que ele te obriga a sair de perdo do quase. Esse quase que a gente aceita por medo de ter nada, esperando ter tudo.
Será que sou só eu? Ou somos todos desesperados pra sentir tudo, nos livrarmos do nada, e amar até doer?