quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Gênio da Lâmpada. 1 desejo.

Se você tivesse apenas uma chance de mudar tudo, o que você mudaria? Eu tenho certeza, nesse momento, o que eu mudaria. É difícil chegar num grupo de pessoas e adivinhar as que mais fazem seu tipo e as que vão ficar do seu lado, mas pecarão depois de um tempo. Difícil, não, é impossível. A não ser que seu sexto sentido seja muito aguçado. Não dá pra saber quem é que vai corresponder a tudo que você precisa, quando você acha o que quer.
Eu mudaria, eu mudaria muito, porque nesse momento, não consigo suportar pessoas rasas com todas essa profundidade sobrando. Sou muito e muitas, quero cada vez mais e não peço nunca pra concordarem comigo, só exijo entrega total, assim como me entrego. Assim não tenho medo de fazer tudo que posso e mais, vou além das minhas necessidades e passo para a dos outros, e assim sou feliz.
Não sei ser mais ou menos, nunca soube. Se eu to triste to morrendo, se to feliz, soltando fogos pelos ouvidos. Um tropeção é um tombo. Mas por favor, me dê um tapa na cara no lugar de um empurrãozinho que me faça ficar na dúvida. Não há nada que me machuque e que eu odeie mais que gente em cima do muro.
É isso.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cada fibra clama por dança.


Quando eu era bem novinha, minha mãe me colocou na aula de ballet. Apenas 4 anos, como saberia o que quer uma criança? Enfim, depois disso foi pintura, sapateado, dança do ventre, natação, volei, handball, dança de rua, ginástica olímpica e violão. E eu a agradeço profundamente por isso, pois só dessa maneira eu saberia qual é a maneira que eu melhor me expresso. ( Inclusive, meus filhos farão aula de tudo e mais um pouco para descobrirem também). E é através da dança.

Não qualquer tipo de dança, mas o estilo livre, em um grupo onde eu amo todas as pessoas envolvidas. Desde as que dançam comigo, passando pela professor-coreógrafa, até o montador da música, figurinista, enfim, o que me prende lá é não estar sozinha. Sabe a sensação de cair de costas na cama, aquele frio na barriga? É um misto dessa angústia com a certeza de que terá lá não uma, mas várias pessoas para você, na mesma intensidade que você está lá também para elas.

De 13 a 35 anos, pessoas casadas, solteiras, mulheres, mães, filhas, alunas, profissionais, leoninas, librianas e escorpianas, destras, canhotas, ambidestras e sem destreza alguma. Algumas dançam há anos, outras começaram faz pouco tempo. Algumas tem técnica de anos em prática de ballet, outras apenas treinamento trocando experiências com outras.

O que sinto quando entro no palco ou em cada ensaio é inexplicável. É como se cada fibra do meu corpo clamasse por aquilo e só quando me solto ao ritmo de um som é que estou completa. Cada movimento tem que ser completo, tem que se estender até a ponta das unhas. A respiração, o olhar, tem que andar juntos com braços e pernas. Força, quando é preciso força. Leveza, quando é preciso leveza. Sou abençoada por descobrir como posso ser feliz dançando, e como encontrei um lugar onde todas minhas expectativas são alcançadas. Danço com pessoas de visão que desejam sempre mais, que a cada ano, cada apresentação procuram chegar mais próximos da perfeição.

Eu amo dançar, amo com todas as minhas forças. Todos os meus sentimentos consigo canalizar e transformar numa linda obra de arte. E isso não seria tão perfeito sem as pessoas que tenho ao meu lado.

(desabafo após ver fotos de você dançando no mesmo lugar, há 8 anos, e cada vez mais feliz).

Um beijo. :*